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A revolução industrial no século XIX foi o início da transformação do sistema econômico e político que vigorava no mundo. A partir daí,  ocorreu uma velocidade de mudanças, o despertar tecnológico, um novo conceito de mercado consumidor, as linhas de produção e uma  reviravolta nas formas de relacionamento das empresas com a sociedade.
O mundo contemporâneo, veloz, intenso, nervoso, exige relações comerciais e humanas pautadas por informações eficazes e argumentações  competentes.

História da comunicação empresarial

Surgiu nos Estados Unidos, Nova Iorque, em 1906, com Ivy Lee, um jornalista que teve como missão recuperar a credibilidade de um poderoso empresário, que só visava lucro fácil, John Rockfeller, tido como feroz, impiedoso e sanguinário.
No Brasil a comunicação empresarial tem por volta de 50 anos. Lógico
que antes disso as empresas já se comunicavam, muitas delas através de house-organs. Existiram muitos trabalhos criativos no ramo da  publicidade, mas a expressão comunicação empresarial era desconhecida àquela época.


A ABERJE – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, a mais importante entidade da área no país, tinha outro nome: Associação
Brasileira de Editores de Revistas e Jornais de Empresas. Igual mesmo à sigla que a define.
As atividades de comunicação eram isoladas e contraditórias. Nas empresas, uma comunicação interna marcada pelo autoritarismo convivia
com uma publicidade descontraída, simulando uma empresa aberta e democrática.
Comunicação empresarial ou organizacional – termo foi trocado para dar caráter mais amplo além de empresas: ONGs, sociedades, sindicatos,
instituições, etc.

Evolução do conceito/comunicação integrada

Daquele somatório de atividades isoladas, as empresas passaram a um processo integrado de relacionamento com os públicos de seus  interesses.A comunicação empresarial brasileira reflete a cultura da organização, seus valores, a transparência, a responsabilidade social  e a participação. Na década de 60/70, a ênfase era no produto. Em meados de 70, implantou se um novo conceito de comunicação no Brasil.

Com a cultura de comunicação nas empresas, abriu-se um novo mercado inclusive, para profissionais especialistas nessa área (Relações Públicas,  Publicitários, Jornalistas, Comunicólogos, Mercadólogos). Até que na segunda metade da década de 1980 (a ênfase era a preocupação com a imagem), uma experiência marcou a comunicação empresarial brasileira. A abertura das portas da Rhodia com a elaboração de sua política de comunicação social. Ganhou o prêmio valor econômico e tornou-se um best seller da área. O case da Rhodia influenciou muitas outras organizações e tornou a comunicação empresarial peça fundamental no processo de tomada de decisões.

Década de 90 até então – atingir um novo patamar tornar-se elemento importante no processo de inteligência empresarial. Estruturar-se para usufruir das potencialidades das novas tecnologias, possuir banco de dados inteligentes, explorar a emergência das novas mídias. Tudo isso passa a fazer parte de um processo de gestão participativa, de partilhar conhecimentos, de valorizar o capital intelectual dentro das organizações. Vemos hoje um grande rompimento com as fronteiras tradicionais das décadas anteriores, com as empresas provendo conhecimentos e estratégias para superar os conflitos.

É importante utilizar agora um conjunto de novos atributos que levam a uma comunicação integrada, onde as vertentes institucionais e mercadológicas deixam de serem distintas e se associam ao negócio, a  visão e a missão das organizações. Imagem e venda de produtos e serviços têm que estar atreladas. O mix global de comunicação em uma empresa deve ser definido baseado em uma política comum, com valores, princípios, diretrizes baseados na integridade e no consenso para todas as formas de relacionamento com seus públicos, em todos os  níveis de interesse.

A comunicação empresarial (organizacional) moderna tem seu foco no  negócio, mas não pode pensar isoladamente as vertentes institucionais e mercadológicas. A importância da imagem é uma preocupação grande para a maioria das empresas porque dependendo dela está também a visão agradável ou não daquela organização no mundo financeiro. Os rótulos recebidos as associam: enganadoras de consumidores, exploradoras de empregados, sonegadoras de impostos, poluidoras do ambiente, entre outros.

Os benefícios que elas geram nem sempre são vistos pela
população, mas os malefícios sim. Por isso investe-se tanto na
formação da opinião pública. E realmente sabemos da importância da
imagem não só para as empresas, mas para as pessoas também. Isso
agrega valor à sociedade, detém a preferência dos clientes, agrada,
gera vantagens, cria imagem competitiva, concede credibilidade. Diante
disso, é preciso saber aproveitar e utilizar de forma correta as
oportunidades de comunicação.

Mulheres ocupam 69% dos cargos de liderança em comunicação empresarial

Mulher negra demonstrando um brainstorm. Imagem utilizada para contextualizar a pesquisa que 69% das mulheres ocupam cargos de liderança em empresas.

Em recente pesquisa intitulada “Perfil da Liderança em Comunicação no Brasil”, divulgada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), revelou que 69% dos cargos de liderança na comunicação das empresas, no Brasil, temos as mulheres como líderes, mas, apenas 45% assumem cargos de direção. A progressão para assumir cargos no alto escalão ainda é lenta, porém, o papel da mulher tem crescido no âmbito da comunicação organizacional, sendo, segundo a pesquisa, a maior competência do público feminino é ter profundo conhecimento da área de atuam.

Na sua empresa, trabalha-se a comunicação empresarial?